Caetano Veloso: compositor baiano influenciou gerações em comportamento e canções
Simone: cantora é uma das entrevistadas
O funk carioca aboliu a sutileza. Se o assunto é sexo, os MCs não poupam verborragia crua cantando frases chulas de duplo sentido. Até chegar à era do pancadão, porém, a intimidade amorosa inspirou canções de rara riqueza poética, como tentará mostrar a série ''História Sexual da MPB'', que estréia hoje, à meia-noite, no Canal Brasil.
A série é uma versão televisiva do livro homônimo publicado pelo jornalista e pesquisador Rodrigo Faour, em 2006, e que gerou também um programa de rádio na MPB FM, do Rio de Janeiro. O próprio autor conduz a nova atração, cuja primeira temporada terá seis episódios, cada um abordando um tema específico dentro da música popular brasileira.
A proposta é desvendar como nosso cancioneiro tratou de questões ligadas ao amor, à sexualidade e ao comportamento. Além de investigar as letras das canções, a série vai examinar algumas dimensões extra-musicais, como a imagem dos intérpretes e o impacto que a aparição de fulano ou beltrano provocou no público.
Mais de 30 artistas foram entrevistados para essa primeira temporada, dominada pela era do rádio e pela MPB surgida dos festivais universitários. Entre eles estão Caetano Veloso, Gilberto Gil, Ângela Rô Rô, Fafá de Belém e Fernanda Abreu. ''A mulher'' é o tema do programa de estreia, que traz depoimentos de Simone, Alcione, Ivan Lins, Erasmo Carlos, Martinho da Vila e Wando.
Para a segunda temporada, está prevista uma incursão pela geração pop-rock dos anos 80. A série tem direção de Darcy Burguer e produção da Carioca Filmes.
SERVIÇO
¦ História Sexual da MPB estreia hoje à meia-noite (reprises na sexta, às 21h, e no sábado, às 4h30) no Canal Brasil